Jovens camponeses como protagonistas da transição agroecológica, restauração ecológica de nascentes, enriquecimento de ervais sombreados e fortalecimento comunitário no Centro-Sul Paranaense.
A atuação dos agentes apoia-se nos princípios da Pedagogia da Alternância, da Educação Popular e da Pesquisa-Ação Participante. A formação articula tempos de imersão teórica coletiva e períodos contínuos de vivência prática em suas comunidades.
Os jovens iniciam o percurso formativo identificando as características socioambientais de suas comunidades: mapeamento de fontes de água e nascentes degradadas, capões com presença de erva-mate nativa, formas de ocupação do solo e dinâmicas comunitárias tradicionais de uso comum.
Realização de cursos modulares descentralizados em parceria com instituições públicas de ensino da região, como o Instituto Federal do Paraná (IFPR). Os módulos abordam manejo de solo e água, conservação de remanescentes da Floresta com Araucária, produção de biofertilizantes, enriquecimento de ervais e legislação ambiental.
Capacitação no uso da matriz FOFA (Forças, Oportunidades, Fraquezas e Ameaças) aplicada à realidade das comunidades tradicionais, assentamentos e agricultura familiar. Os agentes organizam dados qualitativos e quantitativos que apontam os gargalos produtivos e as potencialidades locais para o futuro.
O aprendizado se materializa em ações concretas nas comunidades: mutirões de proteção de nascentes pelo modelo caxambu, implantação de unidades de referência em agroecologia, feiras e trocas de sementes crioulas e reuniões de mobilização nos 10 municípios atendidos pelo convênio.
Apresentação interativa desenvolvida pelos jovens agentes socioambientais durante as atividades práticas no IFPR, abordando a análise FOFA (Forças, Oportunidades, Fraquezas e Ameaças) da comunidade Faxinal Papanduva de Baixo e dos territórios tradicionais da erva-mate.
Conhecimento tradicional, cooperação comunitária e presença de nascentes preservadas.
Dificuldades logísticas, necessidade de formação continuada e sucessão rural.
Mercados de sociobiodiversidade, agroecologia e apoio institucional do convênio.
Pressão de monoculturas, mudanças climáticas extremas e uso indiscriminado de agrotóxicos.
Ao longo do processo de acompanhamento mensal, cada jovem agente produz e sistematiza registros que alimentam o acervo técnico do Projeto Água, Terra e Futuro.
Descrições circunstanciadas das atividades desenvolvidas em cada comunidade: visitas às famílias vizinhas, acompanhamento de mudas, monitoramento de nascentes e observações sobre o clima e a flora regional.
Levantamento de coordenadas georreferenciadas, estado de conservação das matas ciliares, presença de animais polinizadores e caracterização do sistema de manejo da erva-mate sombreada tradicional.
Entrevistas com anciãos, detentores de saberes sobre plantas medicinais, sementes crioulas e histórias dos antigos ervais nativos da Bacia do Rio Iguaçu e dos campos gerais do Centro-Sul.
Fotografias das práticas agroecológicas, encontros de formação modular, oficinas de campo e mutirões de proteção de fontes d'água realizados com as juventudes camponesas.